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Espécie do mês: Angico-de-bezerro

ABRIL

Pityrocarpa moniliformis (Benth.) Luckow & R.W.Jobson.

Nome popular: Angico-de-bezerro, angico-surucucu, catanduba, catanduva.

Angico-de-bezerro é uma espécie da família Fabaceae encontrada na região Nordeste, nos estados da Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, e na região Sudeste, em Minas Gerais (Flora do Brasil 2020 em construção). Floresce entre os meses de dezembro e abril e frutifica entre maio e novembro, conforme o banco de dados do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).

Suas flores possuem coloração branco-esverdeada quando novas e amarelas quando mais velhas. As folhas, vagens e ramos são consumidos por bovinos, caprinos e ovinos, já que possuem nutrientes capazes de suprir as necessidades desses animais, especialmente durante períodos de estiagem. Possui madeira de boa qualidade, sendo utilizada em marcenaria leve, pequenas obras de construção civil e também para fazer lenha e carvão (CNIP, 2019). Costumam atrair vespas, moscas e principalmente abelhas, pois produzem néctar e pólen em abundância (Maia-Silva et al., 2012).

É indicada para recuperação de áreas degradadas, por ser uma espécie pioneira de crescimento rápido, sendo utilizada também para recuperação do solo e combate à erosão. Devido à beleza do seu porte e alta resistência à seca, é uma árvore vista em grande quantidade na Caatinga.

REFERÊNCIAS

CNIP. Centro Nordestino de Informações sobre Plantas. Catanduva - Piptadeniamoniliformis. Disponível em: <http://www.cnip.org.br/PFNMs/catanduva.html>. Acesso em: 01 abr. 2019.

Fabaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB116640>. Acesso em: 01 abr. 2019.

MAIA-SILVA, C.; SILVA, C.I.; HRNCIR, M.;QUEIROZ, R.T.; IMPERATRIZ-FONSECA, V.L. Guia de plantas visitadas por abelhas na caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE: Editora Brasil Cidadão, 2012. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/203/_arquivos/livro_203.pdf>. Acesso em: 01 abr. 2019.